sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

2006

Aproxima-se o fim-de-ano e muitas coisas aconteceram este ano que podem muito a bem vir a ser irrelevantes.

A Wii bateu todos os recordes de vendas detidos por prévias consolas em práticamente todos os territórios, à excepção do Japão. Foi definitivamente o melhor ano desde sempre para a Nintendo, ao mesmo tempo que a DS continua a vender como pãesinhos quentes especialmente nesta quadra natalicía.

A Microsoft goza da melhor oferta de software e maior base instalada de consolas, graças ao ano de avanço que leva em relação aos seus concorrentes directos e ao enorme esforço que tem vindo a fornecer para conquistar um mercado que teima em não simpatizar-se com produtos vindos do ocidente. Mas só esta semana a coqueluche da Xbox 360 no Japão, o RPG Blue Dragon, passou na sua primeira semana de lançamento, o número de vendas da mais recente incursão da saga Zelda que já vai na sua terceira semana de vendas no território. Isto é uma primeira, tendo em conta que a Wii dispõe de uma maior base de consolas instaladas no território, apesar das poucas semanas. Porém isto mostra que à aposta da Microsoft em promover a sua plataforma, assinando contractos exclusivos com renomes do mundo de RPG’s orientais está a pagar os seus dividendos.

A Sony teve muito provávelmente o pior ano de sempre, marcado pelas suas más campanhas de PR (relações púbicas), atrasos e problemas na fabricação da PlayStation 3 e as constantes repercussões de que tem sido sujeita por parte da indústria e dos jogadores, devido em grande parte à mais que mencionada “arrogância” de que é autora. Apesar de tudo isto, à PS3 foi lançada em dois territórios (americano e japonês) com um número extremamente limitado de unidades a rondar as 500 mil unidades, o qual vendeu-se numa questão de horas (dependendo da organização). A Sony não tem sido somente alvo das suas derrapagens neste segmento, mas a sua situação é firmado pelo hype em torno das suas concorrentes. Especialmente com as inevitáveis comparações entre à Xbox 360 e PS3 na qual a balança tende em inclinar-se para o lado da primeira. Mesmo assim a PlayStation 2 continua de vento em polpa. O seu baixo preço e os títulos de qualidade que ainda estão para sair são razões suficientes para que esta tenha ainda mais um ano de vida.

Verdade seja dita, este ano de 2006 corre o forte risco de ser irrelevante, ou mesmo de cair no esquecimento – caso não seja pelo que se tem vindo a observar no lado portátil da indústria e pelos jogos que marcaram as plataformas na sua totalidade. Na eventualidade de a Sony vir a revirar a sua fortuna nos anos que se avizinham e a Microsoft perder o avanço que dispõe neste momento sem esquecer o insucesso da Wii, todos esses acontecimentos tornariam este ano quasi-nulo no que respeita à guerra das consolas. Por outro lado este ano não deve ser tomado como decisivo em relação ao que se avizinha para o mercado caseiro. A PS3 e a Wii ainda dispõem de enorme potencial que pode vir a ser crucial no próximo ano, assim como a Xbox 360 ainda não mostrou o seu jogo todo.

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